A inovação entrou de vez na pauta da economia mundial. Diante do surgimento de produtos, serviços e aplicativos capazes de alterar a rotina da sociedade, trazendo soluções ágeis e aparentemente simples para problemas antes insolúveis, uma nova geração de empreendedores tenta criar, todos os dias, o novo Uber ou o novo Facebook. Embora no imaginário popular a inovação esteja atrelada à tecnologia da informação, há um universo de possibilidades sendo desenvolvidas para ampliar a produtividade da indústria.

A incorporação de sistemas inteligentes, capazes de analisar dados em tempo real e auxiliar gestores na tomada de decisões, com simulação de cenários e identificação de desperdícios, caracteriza apenas uma das tecnologias da chamada Indústria 4.0. O termo, citado pela primeira vez na Alemanha em 2012, representa a última fronteira da inovação na indústria mundial, que envolve robótica, nanotecnologia, inteligência artificial, internet das coisas, computação em nuvem, entre tantas outras aplicações.

Mas por que se faz tão necessário impulsionar o crescimento do setor produtivo? A indústria é quem mais irradia oportunidades no país: a cada real investido, R$ 2,32 são gerados para a economia. Somente no Espírito Santo somos responsáveis por 39% do PIB. Neste contexto, torna-se estratégico estimular a inovação. Apesar do volume de informações que permeia o assunto, muitas empresas ainda têm dificuldade para implantar iniciativas inovadoras que resultem em ganhos de produtividade e eficiência.

Diante de tantos desafios, o Senai investiu R$ 1,5 bilhão para implantação de institutos de inovação e tecnologia em todo o Brasil. Com uma infraestrutura de laboratórios capazes de realizar ensaios e desenvolver pesquisas aplicadas, os institutos reúnem profissionais para apoiar a inovação de produtos e processos, com foco em saltos expressivos de competitividade e no acesso a novos mercados. Os métodos tratam da adequação tecnológica de produtos até ao design de embalagens e ao desenvolvimento de novos materiais, com características e desempenho diferenciados.

Outro bom exemplo é o programa Brasil Mais Produtivo, realizado pelo Governo Federal em parceria com diferentes instituições, entre elas o Senai – responsável pela implantação do lean manufacturing. Após mais de 1.200 atendimentos, houve ganho médio de 51% de produtividade nas empresas selecionadas. No Estado, uma das participantes registrou alta de 221% no número de unidades produzidas por turno. Um avanço robusto que merece ser multiplicado por diferentes setores da indústria capixaba.

É pensando nisso que o Sistema Findes trabalha para implantar o “Espírito Santo Mais Produtivo”, em construção junto ao Sebrae. Nossa meta é atender, até o final do ano, cerca de 100 indústrias capixabas. Queremos criar um tecido industrial cada vez mais inovador, gerando produtividade para as empresas e, consequentemente, ampliando nossa competitividade na conquista de novos mercados dentro e fora do Brasil. Vamos unir esforços pela convergência de ações em prol da inovação no Estado, alinhando projetos da iniciativa privada, do Governo e da academia. Uma indústria forte resultará em um Estado mais próspero, com oportunidades para todos.

 

Léo de Castro é presidente do Sistema Findes

(Artigo publicado no Jornal A Tribuna no dia 27 de setembro)

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