Artigo originalmente publicado no jornal “A Gazeta” no dia 26 de maio de 2017.

Marcos Guerra e Leonardo de Castro – presidente e presidente eleito do Sistema Findes

O Brasil celebra nesta quinta-feira o Dia da Indústria, setor que representa 22% do PIB. Mesmo afetada pela crise, com 17% de queda na produção física dos últimos três anos, a indústria é um dos segmentos mais significativos para o país: estimulamos a inovação, investimos em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, abrindo novos mercados, criando empregos e gerando riquezas para os brasileiros.

Estudo da CNI aponta que a indústria responde por 55% das exportações do Brasil, 66% dos gastos em pesquisa, 30% da arrecadação tributária e 26% da previdenciária. A pequena amostra reforça a importância do setor, vilipendiado por visões ideológicas ou por falta de informação. É preciso reconhecer e valorizar o esforço de quem luta para gerar progresso diante da crise.

A cada R$ 1,00 produzido pela indústria, outros R$ 2,32 são gerados na economia – resultado melhor que agricultura (R$ 1,67) e serviços (R$ 1,51). Somos responsáveis por 22% dos empregos formais do país, com 10,5 milhões de trabalhadores remunerados acima da média, irradiando oportunidades para demais setores. Números não nos faltam para evidenciar que o caminho mais rápido para a retomada passa pelo fortalecimento da indústria.

É chegada a hora de avançar nas reformas trabalhista, previdenciária, tributária e política, reduzir juros, ampliar o crédito e tirar do papel projetos de infraestrutura essenciais para a melhoria do ambiente de negócios no Brasil. Neste ponto, o Espírito Santo tem sido exemplo. Apesar da paralisação da Samarco, nossa indústria constitui 38,9% do PIB capixaba – melhor índice do país. São R$ 42 bilhões por ano, com quase 200 mil empregos formais.

O Sistema Findes continuará lutando por um Estado cada vez mais próspero, sempre dialogando com a sociedade, aliando desenvolvimento econômico e bem-estar social. Temos força para encarar os desafios, sem esquecermos que nenhum progresso será válido se não houver melhoria da qualidade de vida para os capixabas e geração de novas oportunidades para as gerações futuras.

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