Coletiva de Imprensa Produção Industrial Capixaba

O presidente do Sistema Findes, Léo de Castro, apresentou os números da indústria capixaba à imprensa durante coletiva

O desempenho da indústria capixaba ficou acima da média nacional, na passagem de setembro para outubro, segundo dados divulgados pelo IBGE e apresentados pelo Instituto de Desenvolvimento Educacional e Industrial do Espírito Santo (Ideies) em coletiva nessa sexta-feira (08). A indústria capixaba ampliou +0,5% e apresentou o quinto melhor resultado entre as unidades da federação. Já o país aumentou sua produção em 0,2%.

Para o presidente do Sistema Findes, Léo de Castro, o crescimento da produção física industrial, da arrecadação de impostos e da geração de empregos mostra que o Estado está entrando em um período melhor e que 2018 deve acompanhar a tendência apresentada. “Nosso olhar é muito otimista para frente”, acrescentou.

No acumulado em 12 meses, a indústria capixaba avançou +1,8% em outubro deste ano, taxa positiva mais elevada desde dezembro de 2015. Esse resultado conferiu ao Espírito Santo o quinto melhor ganho de ritmo de crescimento da produção física industrial.

No acumulado entre janeiro e outubro deste ano, a indústria capixaba cresceu +2,5%. O avanço está associado ao comportamento positivo de três setores: produtos alimentícios (+14,2%), puxados pelos itens carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, açúcar cristal, e massas alimentícias secas; indústrias extrativas (+3,3%) e celulose, papel e produtos de papel (+1,5%), explicado, principalmente, pela maior fabricação de pastas químicas de madeira (celulose).

“O crescimento do setor de alimentos se deve à combinação de alguns fatores da economia, como a deflação de 0,03 apresentada pelo Estado em outubro. A indústria de alimentos cresce com a retomada do poder de compra. Com a inflação em queda, a recessão dos juros e a liberação de crédito, o poder de compra aumenta. E o setor alimentício é o primeiro a reagir”, explicou Castro.

Outros dois setores analisados apresentaram queda: metalurgia (-0,7%) e minerais não-metálicos (-5,6%), que se deve pela redução da produção de tubos flexíveis e tubos trefilados de ferro e aço; e de granitos talhado ou serrado e cimentos “Portland”, respectivamente.

Convidado da coletiva, o CFO da ArcelorMittal, Paulo Wanick, apresentou as ações da empresa para aumento de produtividade, as previsões de investimentos e geração de emprego para o próximo ano.

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