Indústria geral voltou a apresentar queda, fechando bimestre com -7,8%

Coletiva Ideies AbrilA indústria capixaba de alimentos foi o único segmento a registrar crescimento da produção física no mês de fevereiro[1]. Os números divulgados nesta quarta-feira (11) apontam que o setor acumulou, no primeiro bimestre deste ano, alta de 1,5%, contrapondo queda de 7,8% da indústria geral no Espírito Santo no mesmo período. Os dados do IBGE foram analisados pelo Ideies em coletiva de imprensa realizada na Findes.

Dos quatro setores da indústria de transformação pesquisados pelo IBGE, três sofreram queda de dois dígitos no bimestre, com destaque para celulose (-18,2%), minerais não metálicos (-15,8%) e metalurgia (-14,7%). A indústria extrativa, por sua vez, teve retração de 3,2%. No acumulado nos últimos 12 meses, a indústria recuou no Espírito Santo pelo segundo mês consecutivo, com -0,4%.

“Os números mostram que o desempenho da indústria capixaba ainda é instável e que, embora o setor de alimentos venha apresentando resultados positivos desde 2016, a queda de setores tradicionais, como metalurgia, celulose e extração mineral, é determinante para o Espírito Santo”, explicou o diretor-executivo do Ideies, Marcelo Saintive.

O presidente do Sistema Findes, Léo de Castro, reforçou a importância da continuidade da concessão de crédito para a retomada econômica do país. “O Banco Central vem reduzindo a Selic a patamares históricos, mas o crédito para capital de giro e para as pessoas físicas continua muito acima da taxa básica de juros. É preciso ajustar essa diferença, criando condições que estimulem a retomada dos investimentos na indústria”, destacou.

Confira o material completo no site do Ideies

Placas do Brasil

Para apresentar bons exemplos da indústria capixaba, a coletiva teve a participação do presidente do Conselho Administrativo da Placas do Brasil, Luis Soares Cordeiro. Fruto da união de 34 acionistas, a empresa, localizada em Pinheiros, recebeu investimento de R$ 480 milhões para produção de 40 mil metros cúbicos de MDF por mês.

A instalação da empresa gerou 150 empregos diretos e 450 indiretos, vai garantir a recuperação ambiental de cinco mil hectares e movimentar a economia local – a previsão de faturamento da nova indústria é de R$ 300 milhões anuais. O setor moveleiro reúne, atualmente, 827 empresas, e gera 7.870 empregos diretos no Espírito Santo.

O fornecimento de matéria-prima com custo reduzido garantirá maior competitividade para as indústrias do polo moveleiro localizado no norte do Estado e atrairá novos compradores. Estudo da Placas do Brasil revela que parte da produção será comercializada para empresas localizadas na Bahia, no Rio de Janeiro, em Minas Gerais, Pernambuco e Sergipe.

[1] Entre os cinco setores pesquisados pelo IBGE

Por Rafael Porto

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