Alunos do Sesi foram destaque em uma competição que atrai crianças e adolescentes de mundo inteiro: o Canguru de Matemática. Ao todo, as unidades capixabas da entidade conquistaram 119 medalhas, sendo 4 de ouro, 12 de prata, 38 de bronze e 65 de honra ao mérito. Cerca de 2.600 estudantes participaram do desafio.

Criado em 1991, na França, o Canguru de Matemática acontece a cada ano, na terceira quinta-feira do mês de março e busca mostrar aos estudantes que, essa matéria considerada difícil no meio escolar, pode, sim, ser divertida. Participam alunos a partir da 3ª série do Ensino Fundamental ao último ano do Ensino Médio.

O professor Alexandre Odilon da Silva Rampasso, facilitador de matemática da unidade Sesi Cobilândia, em Vila Velha, destacou que o resultado dos alunos capixabas neste ano foi superior ao dos anos anteriores: em 2017, foram 81 medalhas, enquanto em 2016, foram 64.

Para ele, esse é o resultado de um trabalho de incentivo do time de professores da rede. “O sistema conta com professores empenhados em resultado, que incentivam a participação dos estudantes e a busca por mais conhecimento. E o Sesi nos dá um suporte muito bom nesse sentido”, ressaltou.

Entre as formas de incentivo e estímulo para o aluno estão iniciativas como o “Clube da Matemática”, desenvolvida na unidade de Cobilândia por Odilon. Uma atividade extraclasse em que os alunos se reúnem em uma plataforma digital disponibilizada pela Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), que permite uma reunião online, com desenvolvimento e correção de atividades, além de videoaulas.

Outras formas encontradas pelos professores do Sesi é a realização de atividades com os alunos, utilizando questões dos anos anteriores da competição e reuniões na biblioteca.

Segundo Odilon, um dos objetivos da competição é oferecer aos estudantes um estudo matemático mais significativo que possibilite desenvolver suas habilidades matemáticas, elevando o nível de aprendizagem.

“Um aluno olímpico, podemos assim chamá-los, tem a oportunidade de entrar em contato com uma enorme variedade de ideias matemáticas, que estimulam sua criatividade e seu raciocínio”, explicou Alexandre.

Para isso, ressalta o professor, o envolvimento e a parceria da família nas atividades dos alunos é fundamental e, de acordo com ele, as unidades Sesi buscam essa interação.

A filha de Haroldo Venâncio Silva, Gabriela Nascimento Venâncio cursa a 2ª série do Ensino Médio no Sesi de Cobilândia e conquistou a medalha de prata em 2017 e bronze, em 2015, quando estava no 9º ano.

Ele destaca a importância da competição e o trabalho realizado pela entidade para estimular o aprendizado dos alunos.

“Foi bacana a forma como a instituição valorizou a pontuação e posição de cada aluno nessa atividade. Quanto ao valor agregado, foi de grande valia, pois independente da idade, essa ação mexeu com a autoestima da minha filha e acredito que com os demais alunos também. Hoje, particularmente, tenho o privilégio de dizer não só que minha filha é uma medalhista, mas também que ela é determinada e dedicada em todos os assuntos pertinentes a escola”, afirmou.

A edição de 2018 contou com a participação de aproximadamente 330 mil estudantes da rede pública e privada de todo o Brasil. Já o número de participantes ao redor do mundo foi de mais de 6 milhões.

Conheça o Canguru

A Olimpíada Canguru de Matemática Brasil está vinculada à Association Kangourou Sans Frontières. Originou-se na França, em 1991, inspirada em uma competição australiana de matemática. A associação tem hoje ramificação em dezenas de países e a prova é aplicada na terceira quinta-feira do mês de março em aproximadamente 70 países.

A competição funciona como uma espécie de jogo e envolve estudantes de todas as idades, dos 7 aos 18 anos. O evento é dividido por seis categorias etárias, resolvendo 24 ou 30 testes de múltipla escolha em 90 minutos (ou mais, dependendo do país participante). O concurso visa atrair tantos estudantes quanto for possível, com a finalidade de mostrar-lhes que a Matemática pode ser interessante, útil e mesmo divertida.

 

Por Fiorella Gomes

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