Por Luiz Cláudio Allemand*Estamos vivendo a Quarta Revolução Industrial, movimento que nos impõe uma velocidade vertiginosa de tecnologias disruptivas, que chegam e desaparecem superadas por outras, num ritmo de “aceleração” jamais visto na história da humanidade.

São transformações que têm exigido um desenvolvimento tecnológico profundo e exponencial, obrigando governos, empresas e sociedade a se reinventarem. Mas, nesse mundo hiperconectado, não basta ao indivíduo estar preparado para as mudanças; é preciso que instituições públicas e privadas também se adequem à nova realidade.

Mais que as temidas mudanças, a Indústria 4.0, revelada na Alemanha em 2011, tem promovido um novo capítulo de oportunidades para o desenvolvimento humano, podendo beneficiar tanto líderes da área de tecnologia quanto gestores políticos, impactando em toda a sociedade.

A capacidade de liderança, aliás, será uma das habilidades mais exigidas desta nova fase. Para se diferenciar, o líder deverá ser protagonista na condução dos seus colaboradores, assumindo o papel de incentivador e criando sintonias entre eles; terá que conectar e desenvolver seus liderados, caminhando lado a lado e se comprometendo pessoalmente com os resultados desejados, sem apenas cobrar resultados. Competências que deverão ser assumidas em uma gestão na horizontal, onde os colaboradores sintam-se engajados em um projeto vencedor.

A liderança nessa nova era terá, ainda, que observar características próprias de um ser humano. Caso contrário, qualquer algoritmo desenvolvido para a função poderá exigir metas e cobrar resultados dos seus subordinados. Precisará, também, garantir os valores e direitos já conquistados nas últimas revoluções industriais, e estruturar um ambiente de mudança cultural que permita à sociedade não ser contaminada pelo entusiasmo ou ingenuidade quanto às novas tecnologias. Afinal, “…a história está infestada de exemplos de como a tecnologia passa por cima dos marcos sociais, éticos e políticos que precisamos para fazer bom uso dela”, afirmou Perasso.

Por fim, o líder da Indústria 4.0 terá que conduzir seus colaboradores para uma instrução capaz de garantir uma adaptação rápida, integrando gerações e observando as características essenciais para conquistar a confiança dos seus liderados.

*Luiz Cláudio Allemand é advogado, mestre em direito e presidente Câmara de Conciliação, Mediação e Arbitragem Cindes-Findes

Artigo originalmente publicado no jornal A Gazeta

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