A indústria tem papel de destaque no desenvolvimento econômico e social do Espírito Santo: representa 31% do PIB e emprega mais de 170 mil capixabas. Mesmo estando em segundo lugar no ranking dos Estados mais industrializados do país, ainda há um grande número de micro e pequenas empresas – cerca de 90% do total – que precisam ser mais competitivas.

Nesse cenário, um dos principais desafios é produzir cada vez mais e melhor, utilizando menos recursos, de forma alinhada com as reais demandas do mercado. São inúmeras as metas baseadas em reduzir desperdícios e potencializar os ganhos. As oportunidades de melhoria de eficiência estão, em muitos casos, baseadas em intervenções de baixo custo, associadas ao envolvimento dos trabalhadores da indústria e uma mudança de mindset, com foco em enxugar processos e evoluir em qualidade.

Exemplos de resultados advindos de ações baseadas neste conceito podem ser observados nas empresas atendidas pelo Programa Brasil Mais Produtivo, do Governo Federal em parceria com diferentes instituições, incluindo o Senai. As empresas capixabas que já participaram obtiveram um ganho médio de 84% de produtividade em seus processos produtivos.

É fato: há um grande potencial de aumento da eficiência operacional das indústrias. No entanto, muitas ainda têm dificuldade para adotar técnicas e métodos consolidados e, principalmente, as iniciativas inovadoras que permitem maiores saltos nestes resultados. A revolução da indústria 4.0 chegou e existem grandes desafios de base para fazê-la acontecer de fato no Brasil e no Espírito Santo.

Para estimular o investimento em produtividade, inauguramos o Instituto Senai de Tecnologia em Eficiência Operacional. Parte de uma rede nacional que atua com soluções baseadas em inovação e transferência de tecnologia, o IST oferece consultorias, ensaios, pesquisa, desenvolvimento e inovação. É um ponto focal para que empresas e empreendedores busquem soluções para seus desafios tecnológicos e, juntos, reconheçam degraus de oportunidades para avançar em competitividade.

Juliana Gavini Uliana é gerente de Soluções em Tecnologia e Inovação do Senai-ES

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