Com o engajamento do Governo, de instituições de fomento, líderes empresariais e representantes de instituições de ensino, a Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI) une forças em uma ação jamais vista, que tem o objetivo de criar a ambiência necessária para o estímulo da inovação, pública e privada, e a indução de um novo ciclo econômico para o Estado.

Segundo o vice-presidente do Sistema Findes, Luciano Raizer, o grande destaque da mobilização está na ação conjunta. “Colocamos na mesa empresários, instituições de ensino e de pesquisa, e o governo para definirmos juntos as principais ações de inovação do Estado. Atores fundamentais para construirmos um ecossistema inovador”.

O diretor administrativo do Sebrae-ES, Luiz Henrique Toniato, também está envolvido no projeto e acrescentou que a estratégia deve ampliar a efetividade das políticas de apoio à inovação por meio da interlocução construtiva e duradoura entre a iniciativa privada, academia e o setor público.

Consolidação do Ecossistema de Inovação do ES

A Fundação Certi, uma importante entidade reconhecida internacionalmente no auxílio aos ambientes de inovação do Brasil, foi contratada para planejar o ecossistema e a trilha de inovação do Espírito Santo. O objetivo é definir as estratégias para o fortalecimento do ecossistema a partir da interação dos atores e mecanismos, resultando no estabelecimento do plano capixaba de inovação.

Durante esse processo, já foram discutidos desafios e perspectivas de uma atuação mais integrada, com identificação de pontos positivos e gargalos da Trilha de Inovação. Também foram decididas as áreas e os setores de oportunidade para o Ecossistema de Inovação da Grande Vitória, que representa a primeira fase deste projeto, e que futuramente será estendido a todo Estado. Com base nele, quatro áreas foram priorizadas e estão sendo criados plano de trabalhos específicos.

Para Raizer, o que o Espírito Santo vive é um momento único. “Definimos como áreas prioritárias: Logística, TIC, Materiais e Economia Criativa e estamos organizando um plano de voo para os 4 eixos estratégicos. O setor de Materiais envolve boa parte da nossa indústria, a área de Logística é interesse das grades empresas e seremos originais nesse tema no país, inclusive com potencial de atrairmos talentos e as melhores empresas do ramo e, a área de Economia Criativa se destaca pela conexão com vários setores. Além disso, o setor de TIC é transversal e abre oportunidades de mobilizarmos uma nova matriz econômica para o Estado. Foi uma decisão madura, usando metodologias bem estruturadas e que usou indicadores de potencial, competência e tendências”, explicou.

Ouça o que dizem os parceiros!

Renato Tannure, Pro Reitor do IFES

Gabriel Feitosa, assessor da Sedes

Jardel Prata Ferreira, ArcelorMittal Tubarão

Robert Moura, Suzano

Jorge Fernandes, Vale

Heráclito Junior, Reitor UVV

Próximo passo

O último workshop já está programado para o mês de agosto. Na ocasião, a Fundação Certi trará a análise do grau de maturidade do Ecossistema de Inovação para cada área priorizada, utilizando a metodologia do Radar da Inovação. Além disso, será feita a validação do grau de maturidade com os participantes e definição da visão de futuro para os próximos 10 anos.

Mobilização Capixaba pela Inovação

A MCI nasceu da parceria e articulação de representantes do Setor Produtivo (Arcelormittal, Vale, Fibria e Sistema Findes); Governo do Estado e Academia (UFES, IFES e UVV) e das Entidades (Findes, Senai, Sebrae e ES Em Ação) que, a partir de Método, Competências e Recursos, direcionarão e impulsionarão diversas ações de inovação que ocorrem no ecossistema local.

Outras organizações públicas ou privadas que promovam ou têm a responsabilidade de promover a inovação no Espírito Santo serão convidadas a participar dessa iniciativa.

Por Cinthia Pimentel

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