O Fórum Capixaba de Petróleo e Gás lançou o Livro “Inovação em Petróleo e Gás: o caso do Fórum Capixaba de Petróleo e Gás – FCP&G”, com a participação de empresários e representantes de instituições inseridas no setor, além de personalidades que contribuíram para a história do Fórum. Também esteve presente no lançamento, o Governador do Estado do Espírito Santo, Renato Casagrande.

O livro, organizado por Cecília Hasner e Francisco Pellegrini, relata a história do FCP&G no desenvolvimento de projetos, realizados por meio de soluções inovadoras provenientes de empresários capixabas. Além disso, aborda os resultados alcançados, cases de sucesso e trabalho realizado, articulando a parceria com diferentes esferas do setor: academia, indústria, setor público e entidades.

Para o presidente da Findes, Leo de Castro, o setor de petróleo e gás é o mais importante da economia capixaba, sendo o estado o 2º maior produtor do país. “O Fórum foi a metodologia criada em 2013 pela Findes, em conjunto com o Governo do Estado e Petrobras, para trabalhar o seu desenvolvimento. Atua nos negócios, tecnologia, inovação e capacitação integrado com os principais atores”, explicou Leo.

Segundo ele, o resultado cresce cada vez mais, reforçando o potencial do setor. “O número de empresas locais participantes da cadeia de Petróleo e Gás ampliou, novos produtos foram desenvolvidos e lançados no mercado. O Fórum é referência no Brasil, mas muito ainda precisa ser feito, o ambiente de negócios é dinâmico e desafiador, exigindo constantes melhorias tecnológicas”, destacou o presidente.

Sobre o livro e o setor

O setor de petróleo e gás natural é um caso de sucesso como motor de desenvolvimento de competências e capacitações industriais em vários países do mundo. O cenário global dessa indústria é caracterizado no capítulo 1. O Brasil, em que pesem as sucessivas crises econômicas e políticas das últimas décadas, permeadas por instabilidades fiscais e regulatórias, e pelos impactos internos dos ciclos de alta e baixa das commodities minerais, também experimentou o florescimento de uma indústria petroleira pujante. Suas cadeias de valor foram tracionadas inicialmente pelo Estado brasileiro, com a criação da Petrobras, em 1954. O monopólio estatal perdurou até a edição da Lei do Petróleo (1997), que deu início a flexibilização do mercado de exploração e produção (E&P).

Iniciou-se, desde então, uma lenta abertura a diversificação, com a entrada de petroleiras internacionais no mercado brasileiro, e com o surgimento e desenvolvimento de empresas privadas nacionais. Ao longo desses 65 anos e se projetando para o futuro, o estabelecimento de cadeias de fornecedores, bem como de empresas de energia e de derivados dessa indústria vem sendo um campo de oportunidades para empreendedores nacionais e para subsidiárias de fornecedores internacionais. Já na sua maturidade, o setor se consolidou, com repercussões nas indústrias de siderurgia, fabricação de máquinas e equipamentos, metalmecânica, construção naval, química, eletroeletrônica, automação industrial, transportes, logística e serviços industriais especializados.

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Por Cinthia Pimentel

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