Soluções para aumentar a produtividade, a segurança e reduzir os desperdícios em canteiros de obras da construção civil e da metalmecânica. Esse foi o saldo do Grand Prix Senai de Inovação, disputado durante os três dias de MEC Show e Expo Construções, no Pavilhão de Carapina. A escuderia Dersalis levou o primeiro lugar com o Grand Control, um sistema que cronometra o tempo que um trabalhador leva para desenvolver as tarefas delegadas a ele e ajuda a identificar os gargalos na execução das demandas e as dificuldades enfrentadas e que atrasam o cronograma de entregas.

O protótipo do equipamento foi apresentado à banca examinadora, formada por especialistas em inovação e nas áreas de construção civil e metalmecânica, assim como os projetos das outras três equipes concorrentes. Com o primeiro lugar, os vencedores receberam R$ 30 mil para aprimorar a ideia dentro da estrutura do Instituto Senai de Tecnologia (IST) em Eficiência Operacional.

 

Grand Control

Um dos maiores problemas envolvendo a construção civil é o atraso nas obras, que geram custos extras, multas e desgaste para a imagem da construtora. É justamente para combater o desperdício de tempo e identificar os gargalos na execução da obra que o Grand Control foi desenvolvido. O dispositivo lista todas as tarefas que devem ser concluídas durante o dia e quem é o colaborador responsável por cada uma delas. O trabalhador marca o horário em que iniciou o serviço e o horário em que finalizou. Assim, é possível medir o tempo gasto e identificar as barreiras e dificuldades encontradas pelo colaborador para concluir o trabalho e resolvê-las sem comprometer o planejamento.

“A nossa solução monitora a agilidade e o desenvolvimento de um trabalhador dentro de um canteiro de obra. Assim, podemos acompanhar como as atividades estão sendo desenvolvidas e quais medidas podem ser adotadas pelos gestores para que elas aconteçam no tempo planejado”, explicou Pedro Guizardi, CEO e co – fundador da startup Dersalis.

 

A competição

Foram propostas três situações-problema relacionadas a logística para construção civil e metalmecânica, e as quatro escuderias concorrentes tiveram 12 horas, ao todo, para projetar ideias que ajudassem a reduzir desperdícios e aumentar a eficiência nas indústrias.

Os competidores, que desenvolveram as ideias em times mistos, formados por alunos do Senai e da Faesa, além de equipes de startups incubadas na TecVitória, tiveram à disposição uma estrutura de computadores, impressora 3D e outros equipamentos que auxiliaram na prototipagem das soluções.

 

Por Elaine Maximiniano

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