Inovação é a palavra do momento e está na agenda das instituições, sejam públicas ou privadas, que entendem a importância de ter a mente orientada para o novo. A rapidez na propagação e alta disponibilidade do conhecimento por meio da internet exige novos hábitos, novos comportamentos e necessidades que se recriam. No mundo dos negócios, há urgência em adotar processos mais eficientes que contribuam para a redução dos custos e o concomitante aumento da receita – o fazer mais com menos. E o quanto o Espírito Santo está pronto para essa realidade?

Vivemos cercados de oportunidades – o Espírito Santo é o segundo Estado brasileiro em que a indústria mais contribui para o PIB -, mas com grandes desafios a serem vencidos. Quando o assunto é inovação, o Espírito Santo está abaixo da média Brasil, ocupando a 14ª posição, de acordo com o ranking de competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública em parceria com a “The Economist”. Enquanto a média brasileira é de 27,0, apresentamos índice de 15,2, e aparecemos atrás de Estados menos industrializados como Paraíba, Mato Grosso do Sul e Ceará. Esse ranking, analisa a Inovação a partir de questões como Investimento em Pesquisa e Desenvolvimento, Patentes e Produção Acadêmica.

Para mudar essa realidade, nasceu a Mobilização Capixaba pela Inovação (MCI), uma iniciativa inédita no Espírito Santo para o desenvolvimento de ações do setor produtivo que estimulem a inovação de forma ampla e atraia para o Estado novos negócios. É um ecossistema com a força da indústria capixaba e de um governo empreendedor; a efervescência e as boas ideias do meio acadêmico e dos institutos federais; com a expertise de grandes empresas e seus programas de inovação; e a articulação das instituições de representação, induzindo o surgimento de bons projetos. Como primeiro passo, temos a criação de um fundo de R$ 80 milhões para o financiamento de projetos em inovação para empresas, isto é, que gerem impacto na economia e na sociedade.

Inovar implica na ruptura da situação vigente, mudar um cenário, revolucionar. Portanto, com a MCI vislumbramos a transformação socioeconômica do Estado, tornando a economia capixaba mais dinâmica, criando um bom ambiente de negócios e uma segurança jurídica para as empresas empenhadas em inovar e desenvolver soluções. Ao fortalecermos a economia de hoje, criamos grandes oportunidades para as novas gerações, atraindo a atenção de investidores e despertando um novo e fértil ecossistema.

Mateus de Freitas é superintendente do Sesi-ES e diretor Regional do Senai-ES

 

* Artigo publicado originalmente no jornal A Gazeta, no dia 10 de setembro de 2018

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