A indústria capixaba registrou queda de 6,0% na produção física durante o primeiro trimestre do ano. O recuo, registrado na comparação com o mesmo período de 2017, foi divulgado pelo IBGE e analisado pelo Ideies. O estudo mostra que houve queda em todos os setores da indústria, exceto na produção de alimentos, com alta de 4,4% – influenciada pela produção de bombons, queijos, embutidos, carnes e massas.

O presidente do Sistema Findes, Léo de Castro, destacou o bom desempenho da indústria de alimentos, mas reforçou a importância da diversificação do parque industrial capixaba. “Precisamos estimular a indústria de transformação no Estado, com produtos de maior conteúdo tecnológico. Um dos principais caminhos para esta mudança é a inovação. Por esta razão, lançamos ontem o FindesLAB e o Inovic, dois instrumentos para induzir este avanço”, detalhou Castro.

“O Espírito Santo aparece em 14º lugar no ranking de inovação, segundo levantamento da The Economist. A inovação não é uma moda, mas uma necessidade. Investir em um programa de inovação para a indústria capixaba é garantir que transformaremos ideias em notas fiscais no fim do dia”, exemplificou o presidente do Sistema Findes.

Desempenho setorial

Enquanto a indústria de alimentos mantém resultado positivo, os demais setores acumulam retração: o segmento de minerais não-metálicos recuou -16,6%, devido à queda na produção de cimentos “Portland” e granito talhado e serrado; seguido pelo setor de celulose, papel e produtos de papel (-13,8%), metalurgia (-7,3%) e indústria extrativa (-3,9%).

Produção física no primeiro trimestre

Indústria geral:  -6,0%

Indústria de transformação: -8,1%

Indústria extrativa:  -3,9%

Metalurgia: -7,3%

Celulose, papel e produtos de papel: -13,8%

Minerais não-metálicos: -16,6%

Por Cinthia Pimentel

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